Embora faltem estudos conclusivos, pesquisas nos últimos anos mostram que uma mulher viajando desacompanhada vem se tornando uma tendência. Um levantamento de 2015 com quase 10 mil mulheres, através do site TripAdvisor, constatou que 25% das mulheres brasileiras já tinham viajado sozinhas e gostariam de repetir a experiência. Uma mulher estrangeira, no entanto, viaja mais. 81% das australianas e britânicas deram as mesmas respostas.

Girl Power

Entre os brasileiros que fazem intercâmbio, a maioria dos clientes de várias agências são mulheres. Elas representam 63% dos clientes da agência EF; enquanto na CI, elas correspondem a 60% da faixa etária até 30 anos. “O aumento do protagonismo da mulher é notável no turismo. Ela é um reflexo do que vem acontecendo na sociedade”. Essa é a avaliação de Fernando Kanni, coordenador da pós em Inovação e Empreendedorismo em Negócios Turísticos Sustentáveis do Senac.

Muitas dessas mulheres costumam viajar para eventos específicos, como a Meia Maratona do Rio. A paulista Mariana Ribeiro ficou hospedada no El Misti House durante a corrida desse ano. Foi a primeira experiência dela viajando sozinha, o que ela garante que se repetirá mais vezes. “Percebi que se você toma as precauções necessárias, tudo dá certo. E mesmo se você é tímida, ficar em hostel é ótimo e muitas amizades são feitas”, disse Mariana.

O programa Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, visitou o El Misti Ipanema para contar um pouco sobre a história de mulheres de várias partes do mundo. Elas viajam sozinhas, desbravando novos horizontes e derrotando medos, esteriótipos e desafios.

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